Após suspensão da Coronavac, Bolsonaro diz que “investe em pesquisa”

Na manhã desta terça-feira (10/11), um dia após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender os testes clínicos da vacina Coronavac, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma sequência de publicações no Twitter sobre as ações do governo contra o coronavírus.

O presidente citou a utilização do vermífugo nitazoxanida no “tratamento precoce da Covid-19”, como forma de reduzir a carga viral entre os pacientes que tomaram o medicamento. Ele também falou sobre a realização de testes clínicos para verificar a eficácia da vacina BCG na prevenção contra o coronavírus, testes com plasma, investimentos em pesquisas e o desenvolvimento de ventiladores pulmonares criados no Brasil.

Também nesta terça-feira, Bolsonaro disse que “ganhou” de João Doria, governador de São Paulo. O comentário foi feito em uma rede social, em referência à suspensão dos estudos da vacina Coronavac. Horas antes da suspensão ser anunciada, Doria havia informado que 6 milhões de doses da vacina chegariam ao Aeroporto de Guarulhos no dia 20 de novembro.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, escreveu Bolsonaro ao responder ao comentário de um usuário.

Segundo a Anvisa, os testes clínicos da Coronavac foram suspensos devido a um “evento adverso grave”. Um voluntário de 33 anos, morador de São Paulo, faleceu no dia 29 de outubro. Por isso, a agência decidiu interromper os testes para avaliar o caso. (Com informações do Metrópoles