Eleições 2020: candidaturas de servidores públicos municipais crescem 10,5%

Servidores públicos municipais aumentaram a participação na disputa por cargos nas eleições de 2020. O número de postulantes com essa ocupação cresceu 10,5% em relação ao pleito de 2016.Na disputa de novembro, 35.381 funcionários públicos municipais estão disputando alguma vaga, seja para prefeito, vice ou vereador. Na eleição anterior, o número era de 32.012.

A estatística faz parte de um cruzamento de dados do Metrópoles, com base em informações registradas e divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Servidor público municipal é a segunda ocupação mais frequente registrada pelo TSE e representa 6,4% dos candidatos em campanha. A categoria fica atrás somente da dos agricultores, com 37.648 candidatos.

Apesar do grande índice de participação, quando se avalia o panorama para cada cargo, os servidores municipais se destacam como postulantes a vereadores e a vice-prefeitos.No caso das câmaras municipais, 33.686 empregados públicos disputam uma cadeira. Outros 886 pleiteiam o cargo de vice-prefeito.
A categoria não tem destaque na disputa pelas prefeituras. Neste recorte, empresários, prefeitos (em busca da reeleição) e advogados lideram o ranking de ocupações mais frequentes.

“Base para 2022”
O presidente da Confederação dos Servidores Públicos Municipais (CSPM), Aires Ribeiro, explica que a eleição de vereadores, prefeitos e vices com origem no funcionalismo público constrói uma base para o pleito de 2022.

“Precisamos de uma base para eleger um deputado federal ou um senador. E isso começa com os vereadores. É uma forma de equilibrar esse jogo. Trabalhamos, agora, candidaturas de servidores municipais para ser possível eleger depois deputados estaduais e federais”, defende.

Além de cadeiras no parlamento, os servidores querem influenciar possíveis votos na reforma administrativa. “O servidor público é a base do deputado no município. Reduzir essa presença elegendo servidores é um recado muito forte”, conclui.

A eleição
O calendário inicial definido pelo TSE previa o primeiro turno em 4 de outubro e o segundo, em 25 de outubro. Contudo, o Congresso aprovou o adiamento do primeiro turno para 15 de novembro. O segundo será em 29 de novembro.

O TSE divulgou uma série de medidas sanitárias para que a votação ocorra em segurança mesmo durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

De acordo com o protocolo, todas as seções eleitorais terão álcool em gel para limpeza das mãos dos eleitores, antes e depois da votação, e o uso da máscara será obrigatório.

Uma das principais mudanças é o horário da votação, que foi estendido em uma hora e será das 7h às 17h. No entanto, o horário das 7h às 10h é preferencial para maiores de 60 anos.

Com Assessoria e Metrópoles