Bolsonaro volta a alfinetar europeus que criticam incêndios florestais no Brasil

SENTARAM NO RABO

Em visita ao norte de Mato Grosso nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a “puxar a orelha” de governantes europeus que fazem criticas a questão ambiental brasileira. Segundo o presidente, “eles criticam porque já queimaram tudo e não sobrou nada”. Bolsonaro disse ainda que há “alguns focos de incêndio pelo Brasil” e que isso “ocorre ao longo dos anos”. Ou seja, não é exclusividade do governo dele. Só faltou dizer que os europeus sentaram em cima do rabo para falarem do rabo alheiro.

VISÃO NEGATIVA

Ontem Bolsonaro disse que na questão ambiental o Brasil está de parabéns. Ele defendeu justificou que grande parte da matriz energética do país provém de fontes renováveis como usinas hidrelétricas, energia eólica, energia solar e biomassa. À noite, durante a tradicional live, Bolsonaro disse que as queimadas ocorridas no país são potencializadas de “forma negativa”.

CALO NO PÉ

O procurador-geral da República, Augusto Aras, é o novo calo nos pés dos ex-governadores. Ele encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ação contra leis estaduais que garantem pensões e aposentadorias especiais a ex-governadores e seus dependentes. A argumentação é que não pode haver diferenças entre as regras vigentes nos Estados e que, em última instância, a prática causa prejuízos vultuosos aos cofres públicos.

CRESCEU A LISTA

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi diagnosticado com covid-19 nesta sexta-feira. O ministro encontra-se assintomático e seguirá trabalhando de casa, adotando todos os protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde. Ele é o nono ministro do governo a ser diagnosticado com o vírus. Os que já se infectaram foram Augusto Heleno, Bento Albuquerque, Milton Ribeiro, Onyx Lorenzoni, Marcos Pontes, Wagner Rosário, Braga Netto e Jorge Oliveira.

SOBREAVISO

Todas as autoridades que participaram da posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, na semana passada, receberam telefonema do cerimonial do STF nesta quinta. Cerca de 50 pessoas foram orientadas a procurar atendimento médico, já que Fux e outras cinco pessoas que estiveram na cerimônia tiveram resultado positivo para a Covid-19. A preocupação faz sentido, pois, aqui em Brasília a proliferação da doença continua em alta.

PROBLEMA DELES

A tese de que a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado é um assunto que deve ser decidido internamente pelos próprios parlamentares vem ganhando força entre diferentes alas do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa foi a posição defendida pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta semana ao se manifestar à Corte, onde tramita uma ação que busca impedir uma eventual tentativa de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) permanecerem por mais dois anos nos comandos das duas casas legislativas.

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

A disputa por prefeituras nas eleições deste ano terá 72 congressistas: dois senadores e 70 deputados. O número de parlamentares candidatos a uma vaga municipal mantém a tendência de 2016, quando o número de candidaturas entre senadores foi o mesmo. Naquele mesmo pleito, o número de deputados federais candidatos teve um registro a mais que este ano.

NÚMEROS IMPRESSIONANTES (2)

No caso dos prefeitos que buscam a reeleição, o número chega a quase 80%. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, 4.377 poderão concorrer a novo mandato no dia 15 de novembro, o equivalente a 78,6% das cidades. O motivo seria a alta taxa de renovação ocorrida em 2016, quando menos da metade dos chefes dos Executivos locais que se candidataram conseguiu se reeleger.

DISCURSO NOVO

Quem imagina que o discurso dos candidatos a prefeitos será em cima da Covid-19 ou do preço do arroz está enganado. Vai polarizar em torno de quem defende e quem se opõe ao presidente Jair Bolsonaro. Na verdade, muitos candidatos vão pegar carona na popularidade do presidente e outros vão tentar minar essa possibilidade. Essa percepção, segundo cientistas de plantão, desloca o eleitor do contexto local para o nacional.