Popularidade de Bolsonaro volta a subir e Moro despenca na credibilidade dos brasileiros

DEU CERTO

A pesquisa da XP Investimentos de setembro indica que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro, de criticar o isolamento social lá atrás, deu certo. Ele se diferenciou dos governadores, da OMS e, depois da popularidade presidencial ter despencado em maio, agora, com as pessoas cansadas do isolamento, ele se recupera. Em relação à pandemia, 49% consideram que ele tem uma atuação ruim e péssima. Em maio, a pesquisa indicava 25% de ótimo bom para o governo.

MORO X BOLSONARO

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro obteve este mês sua pior avaliação na série de pesquisa XP, sinal de que a desconstrução patrocinada pelo bolsonarismo teve efeito. Ele recebeu nota 5,7. No mês passado, era 6,5. O presidente Jair Bolsonaro, que no mês passado registrou 4,7; este mês aparece com 5,1. Ainda assim, Moro, ainda é, dos adversários do presidente, quem tem a nota mais alta. Lula obteve 4,5 e Luiz Mandetta e Paulo Guedes ficaram com 5,5.

ETERNA DISCUSSÃO

A questão do Fundo para a Reforma Tributária virou um novelo de discussão quilométrica. O fundo é um pleito dos estados, que projetam perdas de arrecadação com a criação de um imposto único e, por isso, pedem uma compensação da União. Mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, jogou um balde de água fria nos ânimos. Segundo ele, o tal fundo pode quebrar o país. “A União não pode dar garantias se ela mesma não pode se garantir”, reforçou Guedes.

RENAN SE COMPLICA

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal a conclusão do inquérito que imputa ao senador Renan Calheiros crime de falsidade ideológica eleitoral. Segundo a PF, há ‘indícios suficientes’ de caixa 2 ao receber e omitir de suas prestações de contas eleitorais doações de R$ 500 mil feitas pela Odebrecht em 2010. O inquérito foi aberto em 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República e por ordem do ministro Edson Fachin, do STF. Ao que tudo indica, Renan deve enfrentar um período de nuvens negras e já se comenta, aqui em Brasília, que haverá cassação. Será?

NAS MÃOS DO STF

Outro político que não quer perder o cargo por nada é o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ele aposta todas as fichas em um habeas corpus no STF para reconduzi-lo ao Palácio Guanabara. O esquema fraudulento do qual Witzel é acusado de participar envolve compras na área da Saúde em plena pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 16 mil pessoas só no Estado do Rio. O futuro dele enquanto governador agora está nas mãos do STF.

TÔ FORA

O presidente Jair Bolsonaro está evitando gravar vídeos com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, como vinha fazendo rotineiramente. Bolsonaro tem evitado aparecer em vídeos para não ter dor de cabeça com a Justiça Eleitoral. Em alguns casos ele até grava, mas antes pergunta se o apoiador é pré-candidatos a cargo político. O que tem de “candidato espertinho” abusando da boa vontade do presidente não está no gibi.

OPORTUNISMO

Eis que ressurge Marina Silva. Quase no fim dos incêndios florestais no Brasil, a candidata à presidência da República nas últimas três eleições, Marina Silva, se manifestou sobre as queimadas que vêm castigando o Pantanal. Na visão de Marina, parte dos incêndios é resultado da “ganância desmedida de pessoas inescrupulosas”. O que Marina não citou é que há muito oportunismo em cima da questão. Tampouco, apontou soluções para o problema.

CORRERIA ELEITORAL

Tem muito pré-candidato a prefeito correndo atrás do prejuízo para fechar chapa para as eleições de novembro. É que o prazo para a realização de convenções partidárias termina na quarta-feira (16). Em todo o país serão cerca de 500 mil registros de candidaturas. Pela primeira vez na história, por causa da pandemia do novo coronavírus, os partidos têm a opção de realizar as convenções virtualmente.

FICA A DICA

A quantidade de árvores destruídas pelos incêndios florestais nesse mês em todo o país é algo difícil de mensurar. Além de leis mais rígidas para quem queimar é preciso conscientizar mais. Seria interessante que governos estaduais e prefeituras promovessem uma campanha de plantio de variedades nativas assim que começar o período chuvoso. Caso isso ocorra ainda em setembro seria marcante, pois, 21 é o Dia da árvore.