Desentendimento poderá provocar novas baixas no Ministério de Paulo Guedes, que já ameaçou pegar o boné e dar no pé

NOVA BAIXA

Abr

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, poderá ser a nova baixa no Ministério da Economia. Há tempos, ele não tem agradado o ministro Paulo Guedes. Há relatos de bate-bocas e também de falta de entrosamento com a equipe. Carlos da Costa foi uma indicação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de quem foi calouro na Universidade da Califórnia. Outro que está com um pé fora, também por divergências, é o secretário especial de Desestatização Salim Mattar. Para o lugar de Salim Mattar, Paulo Guedes deve escolher a atual secretária do PPI (Programa de Parcerias de Investimento), Martha Seillier.

BRIGA BOA

Abr

O ministro Paulo Guedes também está em rota de colisão com o colega do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Ligado a militares e Centrão, Rogério Marinho tem chance de derrotar Guedes quanto ao teto dos gastos. Marinho tem defendido formas de flexibilização do teto para aumentar liberações de verbas e obras públicas, visando ao enfrentamento da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Guedes chegou a dizer que ia bater de frente contra o que chamou de “ministros fura-teto”. Na prática, novamente ameaçou pegar o boné e deixar o governo, o que seria uma baita crise.

NOVES FORA

Paulo Guedes tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas não se garante diante da pressão do ele chama de “conselheiros do presidente”. Guedes tem apoio do mercado, mas Marinho não é mal visto pelos empresários. E, além disso, o ministro do Desenvolvimento Regional conta com simpatia dos generais e o livre trânsito no Centrão. Não é à toa que Paulo Guedes tem se aproximado de Rodrigo Maia. Até domingo a frigideira vai continuar em fogo brando. Na segunda, talvez, queime a fritura.

 TOMA LÁ, DÁ CÁ

Em meio à briga de egos nos ministérios, correndo por fora o Novo líder do governo na Câmara, deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR), defendeu a distribuição de cargos no governo para fortalecer a articulação no Congresso. Barros assumiu o lugar do deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), em um gesto do presidente Jair Bolsonaro que consolida a aliança com o Centrão. O cargo de líder do governo na Câmara dos Deputados é importante por ser a ponte entre o Palácio do Planalto e os parlamentares

NA PRESSÃO

Mateus Bonomi

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (13) que o texto da reforma administrativa está pronto e que o envio do projeto ao Congresso Nacional depende de uma “decisão política” do presidente Jair Bolsonaro. A fala de Mourão soa como pressão, mas a proposta só será enviada ao Legislativo em 2021. E não é por birra do presidente. Bolsonaro se reuniu com ministros e parlamentares e disse que respeitará o teto de gastos e defendeu as reformas. Até lá é bem possível que um novo texto surja

 NOVA POLÊMICA

Sérgio Lima

O presidente Jair Bolsonaro gerou aglomeração e apareceu sem máscara ao desembarcar na capital paraense para a entrega da primeira etapa do “Projeto Belém Porto Futuro”, nesta quinta-feira. Bolsonaro deu início a uma série de viagens pelo país para inaugurar obras desde que se recuperou da Covid-19. Essa não foi a primeira vez que provocou aglomeração e foi visto sem máscara. Ele também não usou a proteção facial em eventos no Piauí, Bahia e São Paulo.

SE COMPLICOU

Em recente participação em live, a ministra do STF Cármen Lúcia, fez um pronunciamento que deve ganhar eco até o fim dessa semana. Ela mencionou culpados na política pelas 100 mil mortes de Covid-19 no Brasil. Embora tenha mencionado uma “irresponsabilidade política” como um dos fatores que levaram à marca causada pelo coronavírus, a ministra não apresentou provas ou indicativos para sinalizar a culpa pela tragédia.

PAGOU O PATO

Tem youtuber com as barbas de molho depois da decisão do juiz Leandro Borges de Figueiredo, da 8ª Vara Cível de Brasília, que condenou o youtuber PC Siqueira a indenizar em R$ 20 mil o deputado Eduardo Bolsonaro. O fato é em razão de vídeos publicados no canal ‘maspoxavida’ que, segundo o filho zero dois do presidente, continham ‘comentários e opiniões expondo sua intimidade sexual’. Figueiredo já havia determinado que PC Siqueira excluísse os vídeos, mas entendeu que caberia indenização.