Brasil tem 415 padres diocesanos infectados e 21 mortos

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) descarta elo com retomada de missas

Levantamento realizado pela Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostra que 436 padres diocesanos foram infectados pelo novo coronavírus, sendo que, deste total, 21 morreram por causa da doença. A maioria já se recuperou e alguns ainda estão internados em estado grave. Os dados contabilizados até a última sexta-feira, 31, apontam um aumento de 11% em relação ao último balanço divulgado dois dias antes quando o registro era de 368 padres testados positivos para a covid-19.

 Os números podem ainda ser maiores, já que algumas dioceses ainda estão atualizando seus registros. “No último balanço foram incluídos dados de três dioceses que estavam faltando. Outras ainda estão levantando informações”, afirma o padre José Adelson da Silva Rodrigues, presidente da CNP. Além disso, os dados levaram em consideração apenas os padres diocesanos, não constando o número de sacerdotes religiosos, que fará parte de outro balanço. “Até o dia 15 de agosto, queremos apresentar outro levantamento para ter um realidade mais visível, inclusive com dados dos religiosos (fiéis), além dos diocesanos”.
O pároco descarta possível relação da reabertura de Igrejas Católicas com o aumento de casos entre padres. “Seguindo as recomendações para fechamento, não estávamos fazendo missas para o público em geral, mas as atividades administrativas não pararam. Além disso, algumas dioceses ainda estão atualizando seus registros. Com isso, o número hoje já deve ser maior”.

Os dados mais recentes foram consolidados com base em consulta aos 18 regionais da CNBB, que reúnem 278 dioceses e arquidioceses do País.

Da Redação com Assessoria