Congresso prorroga prazo de MP que isenta agentes públicos de punição por pandemia

 

 

O presidente da Mesa do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), prorrogou por 60 dias a vigência da medida provisória que relativiza a responsabilidade do agente público durante a pandemia do coronavírus. A decisão está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13). Além da MP 966/2020, também teve a vigência prorrogada pelo mesmo período a MP 965/2020, que libera R$ 408,8 milhões para o Ministério da Justiça e Segurança Pública atuar no enfrentamento da situação de emergência.

Em 20 de maio, então, o STF decidiu impor limites à Medida Provisória 966. Em seu relatório, o ministro Luís Roberto Barroso assinalou a legalidade da MP, mas apontou que atos sem respaldo científico assinados durante a pandemia poderão ser enquadrados como “erro grosseiro” e não poderão ser anistiados.  Para os senadores que contestaram a medida, a MP 966/2020 é inconstitucional e carece dos pressupostos constitucionais de urgência e relevância necessários para os temas debatidos durante a decretação de calamidade em saúde pública pela pandemia de coronavírus. Com o novo prazo de vigência, os parlamentares terão mais tempo para discutir a matéria.

Da Assessoria