Estados pedem à União R$ 14 bilhões por mês a mais para enfrentar coronavírus. Confira outras informações na coluna JPM desta quinta-feira(19)

TRAVESSIA DE CRISE

Por meio de ofício assinado por todos os secretários estaduais de Fazenda ao ministro da Economia, Paulo Guedes, os governos estaduais calculam uma perda mensal de R$ 14 bilhões em receitas devido à desaceleração da economia com o avanço do novo coronavírus no País e pedem à União uma ajuda nesse montante.

ACOES

Em outro documento, os Estados também pedem que o governo federal transfira R$ 5 bilhões para que eles possam reforçar suas ações na área da saúde. Essa solicitação tem o endosso do conselho de secretários estaduais de saúde. Segundo o texto, a liberação desse valor seria feita ao longo de três meses – cerca de R$ 1,66 bilhão ao mês.

GARANTIA

Nesta quinta-feira, 19, em entrevista à rádio CBN, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, sinalizou que haverá recursos para ações de saúde em Estados e municípios. “Devemos garantir que qualquer município ou Estado terá recurso, independentemente da sua situação fiscal. Podemos fazer transferência fundo a fundo”, disse Mansueto. “O que for necessário estará disponível, via Ministério da Saúde, para Estados e municípios”, acrescentou.

PARCERIA

Em uma demonstração de colaboração, a Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira, em votação simbólica, medida provisória enviada pelo governo para regulamentar a negociação de dívidas com a União, com desconto e parcelamento em até 7 anos.

DESCONTOS

A coluna apurou que o texto aprovado pelos deputados, que agora será enviado ao Senado, autoriza desconto de 70% nos débitos de pessoas físicas, micro e pequenas empresas, Santas Casas, instituições de ensino e demais organizações não governamentais, inclusive as religiosas. Outros devedores terão desconto de até 50%.

OLHA OS DANOS

Nos bastidores, parlamentares da base bolsonarista revelaram temor com o isolamento político de Bolsonaro e avaliaram que o patrimônio político do presidente pode ter sido “danificado” pela forma como ele conduziu a crise.

 
MAIS UM
Infectado pelo coronavírus, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), 42 anos, passou a madrugada desta quinta-feira (19) internado na unidade do Hospital Sírio-Libanês em Brasília.

NOTA

Segundo a assessoria do senador, ele realizou uma tomografia para acompanhar a evolução da Covid-19. Por recomendação médica, o senador ficou em observação no local e recebeu alta na manhã desta quinta. “O presidente do Senado permanecerá em casa, em isolamento, de acordo com as orientações médicas”, afirmou a assessoria em nota.

ECONOMIA

A corrida do brasileiro ao supermercado para fazer estoques de alimentos e itens de higiene e limpeza por causa da pandemia do novo coronavírus já provoca a falta de produtos nas lojas, especialmente de mercadorias básicas. O índice de desabastecimento de itens nas prateleiras dos supermercados chegou a 11,3% no último sábado em cerca 20 mil lojas espalhadas pelo País, segundo pesquisa feita pela Neogrid, empresa de tecnologia que monitora os pedidos do varejo para indústria.

Numa ofensiva para mitigar o impacto da pandemia do coronavírus na economia brasileiro, a Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas de redução das taxas de juros, pausa de pagamentos dos empréstimos e linhas de crédito facilitadas para empresas do comércio e serviços.

OMS

Com as orientações da Organização Mundial da Saúde de que as pessoas devem evitar sair de casa e permanecerem o mais distante possível de aglomerações, as dicas para quem já optou pela quarentena voluntária contra o coronavírus passam por filmes, séries e livros.

Agora, imagine uma metrópole em ebulição. Uma cidade grande, como São Paulo, e pessoas que correm de um lado para o outro preocupadas em fazer negócio. Esse é o cenário do livro A Peste, de Albert Camus — Prêmio Nobel de Literatura em 1947.