AUSÊNCIAS REMUNERADAS: Site da Câmara dos Deputados ocultou mais de 2 mil faltas de parlamentares. Confira outras informações na coluna JPM desta sexta-feira(24)

 PROBLEMAS TÉCNICOS?

Alegando falhas no sistema, a Câmara dos Deputados reconhece que mais de 2 mil ausências parlamentares em sessões plenárias ocorridas ao longo de 2019 ficaram “escondidas” no site da Câmara dos Deputados. Admitida pela Casa, que alegou “problemas técnicos”, a falha fez com que o total de faltas publicadas no perfil de cada deputado fosse 21% menor que o número real. De acordo com o regimento do Legislativo, ausências não justificadas podem levar a punições que vão de descontos no salário à perda do mandato.

DEU NO ESTADÃO

Segundo levantamento do  jornal O Estado de S. Paulo chegou a esse porcentual comparando as informações publicadas pela Câmara em áreas distintas de seu site. Uma das possibilidades é pesquisar a assiduidade no perfil do deputado, em que aparece o número de presenças, de ausências e de ausências justificadas. O outro caminho é no link que direciona para um relatório mais detalhado Nele, consta se o deputado esteve presente ou ausente em cada sessão. A lista também informa, se for o caso, a justificativa da ausência, como motivo de saúde.

TOTAL

E tem mais, A reportagem levantou o número total de ausências em 2019 por meio dessas duas opções de pesquisa. Na primeira, pela página de todos os deputados em exercício, chegou-se a um total de 8.244 faltas em plenário. Na segunda, pelo relatório mais detalhado, o total aumentou para 10.453.

PRESSÃO
A coluna apurou que  integrantes do Supremo tribunal Federal  estão pressionando o Ministro Luiz  Fux   para que ele  liberar o mais breve possível para julgamento as ações que contestam a Lei Anticrime. Um dos receios é de que o ministro segure os processos por anos, como fez com a liminar que autorizou o pagamento de auxílio-moradia a magistrados – o benefício custou pelo menos R$ 1 bilhão. Não há previsão de quando o ministro vai liberar o caso para a análise do plenário

CRÍTICA FEDERAL

Demonstrando irritação , o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), critica a atuação do ministro Sérgio Moro no comando da segurança pública. Segundo ele, Moro não libera verbas aos Estados e não ouve os secretários estaduais na hora de formular políticas públicas para a área. Rocha também diz que a redução nos índices de criminalidade no País não pode ser creditada ao governo federal

ASPAS DE IBANEIS

.”E ele (Moro) ainda teve a covardia de dizer que os resultados da segurança são por conta do trabalho dele e não por conta dos governadores e dos secretários estaduais, o que nos incomodou muito”, disse, falando em nome de outros governadores com quem mantém contatos diários pelo Whatsapp.

O presidente Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública. “O Brasil está indo muito bem. Segurança pública, os números demonstram que estamos no caminho certo e a minha máxima é ‘em time que está ganhando não se mexe’. Lógico que está descartado”, disse.

PACIFICADOR

Em entrevista hoje pela manha, o presidente da República em Exercício, Hamilton Mourão, afirmou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve permanecer como está. “Em time que está ganhando não se mexe”, disse  Segundo o presidente em exercício, Bolsonaro deve ter pensado melhor durante viagem à Índia e mudado de ideia sobre uma eventual divisão da pasta.

PENSOU BEM

Parece que o presidente Bolsonaro não aguentou a pressão e descartou a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança Pública. “O Brasil está indo muito bem. Segurança pública, os números demonstram que estamos no caminho certo e a minha máxima é ‘em time que está ganhando não se mexe’. Lógico que está descartado”, disse.

Sem dar espaço para a imprensa, o presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), recebeu na manhã  de hoje no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O encontro, que durou cerca de 30 minutos, não constava agenda oficial de ambos.Moro evitou a imprensa

ASPAS DE BOLSONARO

“A chance no momento é zero, não sei amanhã. Mas não há essa intenção. Paulo Guedes, desculpa, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja não”, afirmou Bolsonaro ao desembarcar em Nova Déli, na Índia.

ESTILO AMERICANO

O governo dos Estados Unidos diz claramente: cada maço de cigarros vendido provoca despesa de 2 dólares com tratamentos dos que têm o hábito de fumar. No Brasil, sempre houve uma guerra quase oculta entre secretarias estaduais. A da Fazenda querendo arrecadar impostos de qualquer forma. A da Saúde fazendo campanhas para denunciar os malefícios.

DEU NA VEJA