Presidente do PT chama Bolsonaro de bandido e insiste em Lula candidato em 2022

A deputada federal pelo PT do Paraná e presidente do maior partido de oposição do País, Gleisi Hoffmann, afirma que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiver condições — ele cumpre desde 2018 pena de 8 anos de prisão e já foi condenado em primeira instância a outros 12 anos –, não haverá dúvidas sobre sua candidatura para disputar a Presidência da República em 2022. “Não construímos lideranças de uma hora para outra”, diz a presidente do partido.

Até lá, reforçará suas críticas incisivas ao presidente, a quem chama de “ser folclórico” e “bandido”. Mas ameniza o tom quando instada a apontar uma proposta boa nesses sete meses de governo. “Talvez o 13º do Bolsa Família”.

A seguir, trechos da entrevista:

1) Uma ala do PT gostaria que a senhora não disputasse a presidência novamente. Por que a senhora incomoda?

Faz parte da trajetória do PT e do nosso histórico. É muito difícil o PT ter uma unanimidade. Óbvio que tem pessoas que têm críticas à minha gestão, por eu ter sido mais afirmativa, mais combativa, mais aguerrida, mas achava que era o momento de ser assim. Nós tínhamos sido destroçados por um golpe que retirou Dilma da Presidência da República, depois prenderam o Lula, que é o maior líder político popular do Brasil. Precisava ter uma posição de mais enfrentamento.

2) O partido pensa em uma mulher para as próximas eleições presidenciais?

Não temos nenhuma discussão para 2022. Primeiro porque nós temos a figura do Lula, e apostamos muito que o Lula saia da prisão, porque é injusta e ilegal. O Lula é uma grande liderança do partido, e tendo condições de disputar, não teria dúvidas de que o PT disputaria com ele. Obviamente, se isso não acontecer, tem o nome forte no partido que é o do Fernando Haddad, que já foi nosso candidato a presidente. Não formamos candidatos e não construímos lideranças de uma hora para outra. Obviamente, ele é um dos nossos nomes para 2022, não tenho dúvidas disso. Mas está muito cedo para discutir a eleição de 2022.

3) Nesses sete meses do governo Bolsonaro, qual a sua avaliação até aqui?

É um governo com projeto de destruição. O Bolsonaro é um ser folclórico. Esses dias fiz uma afirmação pesada, mas acho que é isso mesmo: é um bandido na Presidência da República, que flerta com milícias, com o ilícito, com o autoritarismo, capaz de se dizer cúmplice de um assassinato, de um desaparecimento político no Brasil. Durante esses 7 meses não teve uma proposta sequer para tirar o povo da crise. Nós não temos uma política de empregos no país, uma política de renda, de renegociação da dívida.

4) A senhora vê algo de positivo no governo do presidente Jair Bolsonaro?

Não vejo nada de bom no governo Bolsonaro. Mesmo fazendo todo esforço, não vi uma ação sequer, uma ação que pudesse ser boa. Uma, talvez: o décimo terceiro do Bolsa Família que ele fez por proselitismo e depois retirou o reajuste da inflação do Bolsa Família. Ou seja deu com uma mão e tirou com a outra, fez apenas uma compensação orçamentária.

Com Agencias

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