DEFESA: Bolsonaro diz que Moro faz parte da história do País e critica invasão criminosa de celular. Confira outras informações na coluna JPM desta quinta-feira (13)

PRESIDENTE  DEFENDE MORO

O presidente quebrou o silencio e entrou em defesa do seu ministro da Justiça, Sergio Moro. Nesta quinta-feira,  em primeiro comentário público sobre o caso de vazamentos que envolveu o ministro  Bolsonaro afirmou que houve uma “quebra e invasão criminosa” e elogiou o ex-juiz federal na sua atuação como magistrado.“O que ele fez não tem preço. Ele realmente botou pra fora, mostrou as vísceras do poder, a promiscuidade do poder no tocante à corrupção. A Petrobras quase quebrou, fundos de pensão, muitos quebraram, o próprio BNDES, eu falei agora há pouco aqui, nessa época 400 e poucos bilhões (de reais) entregues para companheiros comunistas e para amigos do rei aqui dentro. Ele faz parte da história do Brasil”, disse.

QUESTIONAMENTO

O presidente ainda afirmou que “ninguém forjou provas” no processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Normal é conversa com doleiro, com bandidos, com corruptos. Isso é normal? Nós estamos unidos do lado de cá para derrotar isso daí. Ninguém forjou provas nessa questão lá da condenação do Lula”, disse, ao ser questionado se considerava normal a troca de mensagens entre um juiz e membros do Ministério Público

AÇÃO DO PLANALTO

É seguindo conselhos de ministros, militares e assessores que o presidente Jair Bolsonaro tenta se equilibrar entre duas posições após a divulgação de supostas trocas de mensagem entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol: não atrair a crise para dentro do Planalto, mas, ao mesmo tempo, “não jogar homem ao mar”, ou seja, nem assumir a linha de frente e mobilizar o governo para a defesa de Moro nem simplesmente abandonar o agora ministro da Justiça, um dos principais troféus do governo.

Fontes palacianas dzem que o governo age com cautela, teno em vista que surgiram duas dúvidas: quanto ao material ao qual o site teve acesso, graças a invasões ilegais de celulares de juízes e procuradores, e quanto aos efeitos práticos das reações e pressões do mundo jurídico, sobretudo envolvendo a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O governo não sabe, até agora, se o site divulgou todo o material mais comprometedor, ou se guarda cartas na manga para lançar estrategicamente, quando, e se, a pressão contra Moro aumentar. Também não sabe se as revelações podem causar uma reviravolta na condenação e nos processos de Lula, o que teria grande impacto popular.

 HOMOFOBIA

Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar  o julgamento sobre a criminalização da homofobia e transfobia. A Corte já formou maioria de seis votos a favor da medida, em sessão plenária em maio, e o entendimento pode se tornar efetivo caso a análise vá até o fim

 

 

USO INDEVIDO

No lançamento de um programa de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para hospitais filantrópicos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã de hoje que o banco foi usado de forma política por outros governos, e que, na “nova política”, não há intermediários entre ele e seus ministros.

RELATÓRIO SIGILOSO

Os equipamentos encomendados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) para uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) “não têm capacidade técnica para grampear sinais de celular”. A conclusão está no relatório da Diretoria Técnico-Científica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal sobre a perícia de 16 equipamentos utilizados para varredura e precauções anti-grampo pedida pelo GSI. O relatório conclusivo foi encaminhado hoje pelo gabinete à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

ABUSO DE AUTORIDADE

O Senado voltou a discutir uma proposta que endurece a lei de abuso de autoridade e que pode atingir o trabalho de investigadores. Na esteira das suspeitas de que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, teria orientado a força-tarefa da Lava Jato, senadores desengavetaram um projeto que trata do assunto e incluíram na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A votação, porém, só deve ocorrer em até duas semanas

 ECONOMIA

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, liberou ontem a distribuição de dividendos da Braskem para seus acionistas. O pagamento havia sido bloqueado em abril, após pedido do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado de Alagoas.

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