Para ministros, vazamento de mensagens é ‘ousadia criminosa’ e tentativa de ‘macular’ Moro

Três ministros da ala militar do governo Jair Bolsonaro saíram nesta segunda-feira (10) em defesa do titular da Justiça, Sérgio Moro, e condenaram o vazamento de mensagens extraídas de um aplicativo de conversas atribuídas a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Os integrantes do primeiro escalão classificaram o vazamento de “ousadia criminosa” e tentativa de “macular a imagem” de Moro.

Um dos homens de confiança de Bolsonaro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, usou uma rede social na tarde desta segunda-feira para se manifestar sobre a série de reportagens divulgada neste domingo (9) pelo site The Intercept. Para o ministro do GSI, que é general da reserva, “os diálogos e acusações divulgadas ratificam o trabalho honesto e imparcial dos que têm a lei ao seu lado”.

Segundo o site, Moro orientou, à época em que era juiz federal e comandava os processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, ações dos procuradores da República que atuavam na força-tarefa de Curitiba e cobrou novas operações.

Em outra conversa, o Intercept relata o conteúdo de uma conversa trocada por meio do aplicativo de mensagens na qual o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, pede a Moro para decidir rapidamente sobre um pedido de prisão.

“Querem macular a imagem do dr. Sérgio Moro, cujas integridade e devoção à pátria estão acima de qualquer suspeita. Vão ser desmascarados, mais uma vez”, escreveu Augusto Heleno na rede social.

“O julgamento popular dará aos detratores a resposta que merecem”, complementou.

‘Ousadia criminosa’

Questionado por jornalistas sobre as denúncias envolvendo Moro e integrantes do Ministério Público Federal, o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, classificou o vazamento das mensagens de “ousadia criminosa”. General da reserva, Santos Cruz tem gabinete no Palácio do Planalto.

“Não posso falar. […] Não li nenhuma linha para comentar. Então, não posso te comentar nada. Agora, o que eu acho, do princípio da coisa, é que você não pode admitir essa ousadia criminosa. É só isso”, enfatizou Santos Cruz nesta segunda-feira em uma cerimônia de celebração dos 20 anos do Ministério da Defesa, que contou com a presença de Bolsonaro.

O presidente da República não fez nenhum comentário na solenidade em relação às denúncias contra o seu ministro da Justiça. No entanto, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, também fez coro em defesa ao colega Sérgio Moro.

“Eu preciso me aprofundar nesse fato, esse fato é recente. Vamos ver o que aconteceu realmente. Agora, uma coisa eu falo: o ministro Moro tem a total confiança nossa. Total confiança nossa. Ele é um ministro, ele é um homem de muito respeito e do bem. É isso que eu tenho a falar para vocês”, declarou Azevedo e Silva aos repórteres.

Da Redação com informações do G1

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