Guedes: ‘ajudaremos quem ficou para trás, mas não os vagabundos’

Em evento com prefeitos em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o país está “condenando o jovem ao caminho errado”, como drogas e outros problemas sociais, quando não há oportunidade de emprego. O discurso foi feito durante a XXII Marcha a Brasília e Defesa dos Municípios, que ocorreu no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).
“Desde quando faz mal trabalhar?”, questionou, ao defender a proposta da carteira de trabalho verde e amarela, que estabelece a negociação entre o trabalhador e o empregador. Na prática, o programa estabelecerá menos direitos trabalhistas para ampliar a contratação dos jovens. Segundo Guedes, o sistema permitirá a criação de 10 milhões de empregos nos próximos anos.
“Quando lançarmos o novo sistema com encargos baixos, a antiga Previdência vai começar a desonerar a folha e também vai gerar mais empregos”, defendeu. “Sempre seremos uma nação generosa, sempre ajudaremos quem ficou para atrás. Mas não ajudaremos os vagabundos, não podemos premiar corrupção e vagabundagem”, completou.
Sobre a reforma a Previdência, ele ressaltou que o país está preso num sistema condenado e injusto. Para ele, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) será benéfica para diminuir as desigualdades.
“Estamos pedindo uma reforma onde quem tem menos está recolhendo ainda menos para a Previdência. 83% da população brasileira recebe menos de dois salários mínimos como aposentadoria. Para esse público, estamos baixando a contribuição de 8% para 7%. Então eles estão pagando menos”, afirmou. “Nós calculamos com que idade se aposentam os mais pobres. Mulheres: 61,5 anos. Homens: 65 anos. Em quem essa reforma vai pesar? Sobre aqueles 18% que são os beneficiados que entraram num concurso público, ou então numa empresa privada do pai e do tio, que começou a contribuir com 18 anos e vão se aposentar com 48 anos, 49. Nós estamos pegando justamente os mais favorecidos, os privilegiados, que tiveram emprego e contribuíram pela vida inteira”, defendeu.
Guedes ainda afirmou que a reforma precisa economizar R$ 1 trilhão em 10 anos para garantir a transição do regime de repartição para o de capitalização. “É um regime novo muito superior ao antigo. Ele bota o Brasil para crescer, porque aumenta a poupança. Ele gera milhões de empregos, porque não tem encargos trabalhistas’, argumentou.
Ressaltou ainda que a capitalização não tem a “bomba demográfica a bordo”. “Se ao final da viagem aquele fundo não acumular o suficiente para pagar o salário mínimo, não tem problema nenhum. Hoje, se promete cada vez mais e não leva nada para o futuro. Nesse regime novo, você vai pagar cada vez mais e se no futuro você deveria receber o salário mínimo e aí acabou recebendo menos, por alguma razão, o governo dá a diferença. Mas é muito mais fácil, porque falta só um pouquinho (de recursos). Ou seja, no regime novo você pode sempre dar um pouco mais para completar. No atual você nem consegue garantir que vai conseguir pagar”, alegou.
Da Redação com informações do Correio Braziliense

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