Ricardo Vélez é o segundo ministro a cair no governo Bolsonaro

A saída de Vélez é a segunda baixa no ministério em pouco mais de três meses de governo

Por John Macário

A semana começou agitada nas redondezas da Praça dos Três Poderes. Por meio de uma rede social, o presidente Jair Bolsonaro comunicou a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. Bolsonaro aproveitou a oportunidade para anunciar que o professor Abraham Weintraub é quem assume a pasta.

Abraham Weintraub é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (1994) e mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos. Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.

A queda da segunda casa

O governo bolsonarista não chegou aos 100 dias e mais um ministro caiu na folha de demitidos de Bolsonaro. Ricardo Vélez se envolveu em uma série de polêmicas, uma delas são:

Querer mudar os livros didáticos para revisar a maneira como tratam a ditadura  militar e o golpe de 1964;

Solicitou a escolas que filmassem alunos cantando o Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC, após esse momento, pediu que lessem uma mensagem com o slogan da campanha eleitoral de Bolsonaro. O pedido foi retificado na sequência

Afirmou que a universidade não é para todos

O MEC já registrou nada menos que dezessete baixas em cargos de alto escalão. Sob o comando de Vélez, o ministério tornou-se o epicentro de um pandemônio no governo federal, com brigas ideológicas e projetos emperrados. Enfraquecido, Vélez passou a ser bombardeado por evangélicos, militares e partidos políticos.

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