ONU aponta retrocessos do Brasil nos direitos humanos

 

Um relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para violações dos direitos humanos em 2018 no Brasil. O documento, que será lançado mundialmente nesta quinta-feira, aponta problemas em pelo menos 13 tópicos, sendo os mais críticos a violência, a liberdade de expressão, e o direito das mulheres, dos refugiados e da comunidade LGBT. Nesse cenário, o Brasil tem abandonado a cooperação internacional, segundo a entidade.

A segurança pública no país aparece em vários pontos do relatório. Agressões policiais, sistema carcerário precário, crimes sem solução e falta de políticas públicas que combatam o recrutamento de facções criminosas são alvos de críticas. “O governo federal não publicou um relatório anual sobre letalidade policial e mortes de policiais, conforme determinou a Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2017”, destaca o texto.

Na avaliação da ONU, a intervenção federal no Rio de Janeiro não foi eficaz. “De março a outubro, a letalidade violenta aumentou 2% no estado, enquanto os homicídios cometidos pela polícia aumentaram 44%, em comparação com o mesmo período de 2017. Entre as vítimas estavam a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes”, diz o documento.

 

Escalada

A ONU mostra que mulheres, gays e refugiados sofreram ataques graves em 2018. Os migrantes venezuelanos são um dos exemplos. “O Brasil manteve as fronteiras abertas, mas houve graves ataques xenófobos contra venezuelanos. Milhares cruzaram a fronteira para o Brasil, fugindo da fome, da falta de cuidados básicos de saúde e da perseguição política”, relata a entidade.

Da Redação, com informações do Correio Braziliense.

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