Rollemberg deixará “licitações-bomba” para Ibaneis

Em 1º de janeiro de 2019, quando sentar-se na principal cadeira do Palácio do Buriti, Ibaneis Rocha (MDB) herdará os bônus e os ônus da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). Além de buscar recursos para cumprir diversas promessas de campanha, o emedebista terá de administrar “licitações-bomba” iniciadas pelo socialista, mas que só serão concluídas a partir do próximo ano. Se vingarem, impactarão o combalido orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF).

No colo do ex-presidente da seccional local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) cairá, por exemplo, o milionário programa de criação da aposentadoria complementar dos servidores públicos. No apagar das luzes do seu mandato, Rollemberg colocou na praça uma concorrência pública que custará cerca de R$ 40 milhões, fatura a ser paga por Ibaneis.

Outro abacaxi que o socialista repassará é o processo para a restauração de dois viadutos do Eixo Rodoviário Leste (ERL) e Eixo Rodoviário Oeste (ERW) sobre a N2. Lançado no último dia 13, o certame sequer foi finalizado. A obra a ser executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) tem custo previsto de R$ 7.782.838,03.

Rollemberg irá entregar ao sucessor a faixa de governador acompanhada de um dos maiores pepinos de sua gestão: o viaduto sobre a Galeria dos Estados. A estrutura elevada desabou em 6 de fevereiro e a reconstrução só foi iniciada em outubro. Nesse caso, a licitação foi encerrada, mas, pela complexidade da operação, é provável que a empresa vencedora só encerre os trabalhos em 2019.

O governador eleito já anunciou a intenção de manter as licitações, mas quer fazer um pente-fino em todos os projetos de parcerias.

Por Metrópoles.

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