Bastidores- Nelson Jobim é o nome do acordão para livrar todo mundo da cadeia

 

Da Redação

Noticia que tucanos vão procurar FHC para convencê-lo a apoiar publicamente o nome de Nelson Jobim, do MDB, para a presidência da República foi divulgada pelo  site O Antagonista. “Se FHC topar, quem está agindo nos bastidores promete sair da sombra e defender publicamente a substituição de Geraldo Alckmin por Jobim”.

O Antagonista apurou  ainda que apresentar Jobim como “um nome de centro” à Presidência não passa de um golpe para tentar livrar a cara de todos os políticos envolvidos na Lava Jato. Do PT ao PSDB, passando por PP e, claro, MDB.

Jobim não é nome de centro coisíssima nenhuma. É o nome do acordão entre Judiciário, Legislativo e Executivo, para “por no seu devido lugar” os juízes e procuradores que já levaram ou estão para levar corruptos para a cadeia. Ele já trabalha ativamente em Brasília e alhures, diz o site,

Jobim mantém relações de proximidade com os três maiores partidos do país: MDB, PT e PSDB. Tem  trânsito livre com Temer. E é um interlocutor frequente dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Também é próximo de outra importante liderança tucana: o senador José Serra. Nesse sentido, Jobim poderia ser um nome de consenso entre as principais correntes políticas do país.

A trajetória política de Jobim explica como ele construiu pontes com os principais partidos brasileiros. Foi deputado pelo PMDB – sigla da qual foi um dos líderes durante e depois da Constituinte (1986-1988). Também ocupou o Ministério da Justiça no governo FHC, entre 1995 e 1997. Foi o ex-presidente tucano quem o indicou para o STF, onde ficou entre 1997 e 2006, quando se aposentou. Já fora do STF, foi ministro da Defesa nos governos de Lula e de Dilma Rousseff.

Nos últimos anos, continuou defendendo nos bastidores e em público posições políticas coincidentes com a dos antigos aliados. Durante o processo de impeachment de Dilma, teria sido um conselheiro de Lula para montar a estratégia de defesa da então presidente. Recentemente, saiu em defesa da tese dos advogados do atual presidente no processo de cassação da chapa Dilma-Temer. Em abril, disse ao jornal Valor Econômico que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deveria separar as responsabilidades de Dilma e Temer no julgamento.

Fatores a favor de Jobim 

 

1. Circula com desenvoltura no STF e no Judiciário

Pelo fato de Jobim ter sido ministro e presidente do STF, ele tem as portas abertas nos principais tribunais do país. Num país em que cada vez mais a política é judicializada, isso tornaria mais fácil (ou menos difícil) um possível novo governo. As pontes de negociação entre Executivo e Judiciário estariam construídas desde antes da posse.

2. Tem bom trânsito no mercado financeiro

Nelson Jobim também mantém boas relações com o mercado financeiro. Desde julho do ano passado, ele é sócio do banco BTG Pactual. A entrada de Jobim no banco ocorreu pouco depois de o BTG ter se envolvido nas investigacoes da Lava Jato . No banco, Jobim é responsável pelas relações institucionais e políticas de compliance (termo em inglês para as normas internas criadas no intuito de evitar casos de corrupção e transgressão às leis pela instituição). Especula-se que Jobim ganha, com esse trabalho, R$ 1 milhão mensais, num contrato de 60 meses.

3. Tem interlocutores nas Forças Armadas

Desde o fim da ditadura (1964-1985), as Forças Armadas vêm perdendo poder de influenciar nas decisões políticas do país. Mas nenhum presidente desde então deixou de manter boas relações com os quartéis. Nesse aspecto, Jobim larga na frente de outros possíveis candidatos a presidente numa eleição indireta, pois foi ministro da Defesa de Lula e Dilma (Com informacoes do Estado de Sao Paulo e site Antagonista)