Detran do DF inicia, nesta 2ª, atendimento especial a usuários afetados pela greve

Após 39 dias em greve, os servidores do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) voltaram ao trabalho nesta segunda-feira (23). De acordo com a direção do órgão, os funcionários vão atender o público em horário estendido, das 7h às 19h. O atendimento especial deve seguir, pelo menos, até 7 de maio.

a sexta, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou que cortaria o ponto dos servidores que não voltassem ao trabalho. Ele também disse considerar a greve “inadmissível”. As declarações foram dadas durante a inauguração da primeira central de quimioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

A recomendação é que os usuários que tiveram documentos ou prazos vencidos no período da paralisação – de 13 de março a 20 de abril – compareçam em uma das 10 unidades do Detran para regularizar a situação. O departamento informa que essas pessoas “terão a demanda atendida”.

No caso das vistorias agendadas pelo site do Detran-DF, os proprietários dos veículos devem procurar o posto de atendimento onde foi feito o agendamento. A inspeção será por ordem de chegada, em fila única.

Apesar do atendimento especial se estender por duas semanas, o Detran esclarecer que os usuários terão prazo de até 60 dias para regularizar a pendência, “com a isenção de qualquer encargo sobre o serviço vencido durante a paralisação dos servidores”.

Veja a lista de serviços que terão atendimento especial nos próximos dias:

  • Documento Único de Transferência (DUT) com prazo de transferência vencido
  • Veículos vistoriados que não concluíram a transferência
  • Recursos de multas e identificação de condutores vencidos
  • Processos de habilitação vencidos
  • Em relação às provas teóricas suspensas, o Detran-DF informa que a banca examinadora funcionará, de 24 a 27 de abril. Segundo o último balanço, 3.760 candidatos afetados pela greve aguardavam pelo serviço.

A greve

Na pauta, os servidores do Detran reivindicavam reajuste de 10% no auxílio-alimentação e regulamentação da jornada de trabalho em lei para cumprir 30 horas semanais.

Durante a greve, Rollemberg disse que o governo tentou negociar com o sindicato, mas não houve acordo. Na época, o porta-voz do Sindicato do Detran, Fábio Medeiros, afirmou que o governo foi “intransigente”.

Durante os quase 40 dias de paralisação, nenhuma das unidades do Detran funcionou. A estimativa é de que a greve tenha afetado 10 mil pessoas que buscavam atendimento.

Por G1

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