Assassinato de vereadora carioca e “batalha” entre Marun e Barroso são os destaques desta quinta-feira (15). Confira essas e outras notícias na coluna do JPM

Tragédia

As investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista Anderson Pedro Gomes, no Rio de Janeiro, mal começaram, mas o governo já trabalha com a possibilidade do envolvimento de milícias no crime. Para o Palácio do Planalto, o assassinato da vereadora e de seu motorista é um teste para a intervenção federal na segurança pública no Rio e é preciso dar uma resposta rápida ao caso para demonstrar que a operação tem condições de ser bem sucedida.

E a intervenção?

Crítica da violência policial nas favelas do Rio, Marielle Franco foi escolhida, em fevereiro, uma das relatoras da comissão criada para monitorar os trabalhos da intervenção federal. Apesar disso, ministros de Temer não acreditam que o fato afeta a operação no Estado. Consultados, Marun, da Secretaria de Governo, Torquato Jardim, da Justiça e Raul Jungman, da Defesa, lamentaram o ocorrido, mas acreditam em uma tragédia sem relação com a intervenção federal.

Repercussão parlamentar

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse  que autorizou a criação de uma comissão externa formada por parlamentares para acompanhar a investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), no Rio de Janeiro. Parlamentares do PSOL, do PT , do PSB, do PCdoB, da Rede e do DEM acompanharam a sessão solene no plenário, comandada por Maia, segurando girassóis e pedindo celeridade na apuração do crime.

E agora?

Temer debateu com seus ministros se deveria manter a ida ao Rio de Janeiro no domingo para o balanço de um mês da intervenção federal na segurança pública do estado. O evento está agendado para a manhã de 18 de março, no Comando Militar do Leste. No entanto, com a morte da vereadora Marielle Franco, alguns auxiliares do presidente defenderam na reunião que ele espere o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, trazer informações do Rio antes de decidir se manterá a reunião.

Paralisação

Juízes federais realizam hoje uma mobilização nacional pela manutenção do auxílio-moradia. Está previsto para este mês o julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal sobre o direto da categoria em receber o benefício, com valores de até R$ 4,3 mil mensais. Em ao menos seis estados e no DF a mobilização afeta o atendimento na Justiça Federal: Pará, Alagoas, Minas Gerais, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte

Prejudicada

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 446 milhões em 2017. Apesar do resultado negativo, esse foi o menor prejuízo dos últimos quatro anos. O prejuízo ocorreu devido a despesas extraordinárias. Se não fosse isso, a Petrobras teria alcançado um lucro líquido de R$ 7,089 bilhões. Entre as despesas extraordinárias, a empresa destaca o acordo de R$ 11,198 bilhões para encerramento da ação coletiva de investidores nos Estados Unidos, além da adesão a programas de regularização de débitos federais, que somaram R$ 10,433 bilhões.

Executivo x Judiciário

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que irá se licenciar do cargo para reassumir o mandato como deputado federal a fim de apresentar um pedido de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. Para o ministro, Barroso invadiu “competência exclusiva” do presidente Michel Temer ao alterar as regras de um decreto que abrandava regras para concessão do indulto de Natal a presos.

Omissão

A Procuradoria-Geral da República denunciou o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) por omissão em prestação de contas eleitoral. O parlamentar é acusado de não declarar à Justiça Eleitoral um empréstimo de R$ 365 mil que recebeu para sua campanha a deputado estadual em 2010. A PGR afirma que ele pode ficar preso por até três anos e pagar de três a dez dias-multa. Se a denúncia for aceita, ele passa responder como réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal.

Frase do dia

 

“Ficamos chocados com essa notícia, que no mundo de hoje se tente calar a voz política através de uma atitude que demonstra baixíssimo déficit civilizatório nesse campo.(…) Peço licença para enviar a todas as pessoas que lutaram por um Brasil melhor, sem desigualdades e mais justo, nosso abraço sentido e sofrido”

Luiz Fux, ministro do STF e presidente do TSE