Destino político de Lula será definido em poucas horas. Este e outros assuntos estão na coluna desta quarta-feira do JPM

Daqui a pouco se saberá o destino de Lula

Iniciado pontualmente às 8h30 (horário de Brasília), o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no TRF4 deverá terminar por volta das 15 horas, conforme previsão do presidente da 8ª Turma do Tribunal, desembargador Leandro Paulsen. O colegiado é formado por mais dois magistrados: Victor Luiz dos Santos Laus e João Pedro Gebran Neto. Se este horário de término se confirmar, daqui a pouco saberemos qual será o destino político de Lula, se estará ou não impedido de concorrer à Presidência da República em outubro próximo, se será ou não preso.

Sem unanimidade caberá recurso

A condenação do ex-presidente é tida como praticamente certa, mesmo pelos apoiadores de Lula. A preocupação agora é com o placar. Se for condenado por unanimidade, ou seja, por 3 a zero, o petista não terá como recorrer no próprio TRF4 e poderá até ser preso. Se o placar for de 2 x 1, caberá recursos, que pode ser prolongados por alguns meses e, assim, permitir o registro da candidatura do ex-presidente.

A candidatura será decidida no TSE

Na avaliação dos lados prós e contra, a decisão sobre se Lula será ou não candidato, caso seja condenado em qualquer placar e tenha ou não possibilidade de recursos na Justiça Federal, a decisão sobre a sua candidatura ou não será da Justiça Eleitoral. A condenação de Lula em qualquer circunstância o transformará de imediato num ficha-suja e, pela Lei da Ficha Limpa, não poderá concorrer. Mas há possibilidades de recursos no âmbito da Justiça Eleitoral e é nisto que os petistas estão apostando.

Opositores de Lula querem ele na disputa

Nos dias que antecederam o julgamento de Lula, quase todos os seus adversários no campo eleitoral, excetuando o deputado Jair Bolsonaro e a ex-senadora Marina Silva, afirmaram que preferem derrotar Lula nas urnas e não na Justiça. As declarações, nas vésperas da apreciação do recurso contra a condenação do juiz Sérgio Moro, soaram como certa hipocrisia, sobretudo por parte daqueles que sempre defenderam a condenação do petista. Mas demonstra a preocupação dos concorrentes com a legitimidade de um pleito sem Lula.

Meirelles avança nas redes sociais

O discreto, mas nem tanto, ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, começa a ser frequentador das redes sociais à medida que se define de fato como pré-candidato a presidente da República. Primeiro ele abriu uma conta no Twitter, onde já tem mais de 30 mil seguidores, e passou a utilizar o mini-blog para emitir suas opiniões. Agora ele entrou para o Facebook, onde pretende falar mais com seu virtual eleitorado. Meirelles poderá, no início de abril, se desincompatibilizar. O PSD, seu partido, aposta na sua candidatura.

Ministro é candidato dos investidores

A empolgação de Henrique Meirelles vem do grande empresariado nacional, do sistema financeiro e dos investidores estrangeiros. Pelo meno é o que ele próprio afirmou ontem (23) em Davos, na Suíça, onde participa do 48º Fórum Econômico Mundial. Segundo ele, os pedidos para que ele se candidate à Presidência da República partem desses setores, especialmente dos investidores.

Reforma divide opiniões entre governo e aliados

A reforma da Previdência, ou melhora, a data de sua votação na Câmara dos Deputados, divide opiniões no governo e entre seus aliados. Enquanto o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, nos bastidores acredita que a reforma poderá ficar para depois das eleições, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirma que o governo não considera a possibilidade de deixar a votação para novembro. Na Câmara, líderes da base aliada começa a ficar preocupados, já que, com a proximidade da campanha eleitoral os deputados estão mais interessados em fazer as articulações visando as eleições. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Mais, entusiasta da votação em 19 de fevereiro, já vê a possibilidade de nem haver quorum para a apreciação da proposta.

Intervenção militar é retrocesso, diz comandante do Exército

Mais um balde de água fria na cabeça daqueles que pregam a intervenção militar como saída para tirar o Brasil das crises ética, política, econômica e institucional. O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, afirmou ontem (23) que, embora a existência de setores da sociedade que pedem intervenção militar seja “um termômetro da gravidade do problema que estamos vivendo no país”, ela “seria um enorme retrocesso”.

Frase do Dia

“Não tem plano A, B, C ou D. Nós só temos plano L, é Lula. Estamos precisando de rua, cada vez mais rua, porque democracia não se constrói no gabinete”.

Ex-ministro Jaques Wagner.

 

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