Distritais não autorizam GDF a usar R$ 1,2 bilhão em obras

A polêmica rejeição à emenda que previa o remanejamento a outros setores do R$ 1,2 bilhão que o Executivo economizou com a união dos fundos de contribuição após a reforma da Previdência distrital continua a causar mal-estar na Câmara Legislativa. Em uma sessão marcada por trocas de xingamentos e bate-boca, os distritais adiaram, ontem, pela segunda vez, a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2018, proposta que fixa a receita e as despesas do governo. Os parlamentares marcaram outra sessão para terça-feira, com o intuito de avaliar o projeto. Há, porém, a possibilidade de a apreciação da matéria ficar para fevereiro de 2018.

De um lado, a base aliada ao Palácio do Buriti afirma que não votará uma proposta fragmentada e que a derrubada da emenda prejudicará as previsões orçamentárias. Do outro, a oposição alega que é adequado dar o sinal verde, por ora, apenas à destinação dos R$ 42,4 bilhões originais. Eles acreditam que o uso do R$ 1,2 bilhão restante deva ser avaliado no próximo ano, para que o governo não use o dinheiro com a concretização de projetos com visibilidades eleitorais.

Em nota oficial, o GDF alegou que o veto à emenda aconteceu em razão de “desejos eleitorais inconfessáveis”. “Mesmo com ações desse tipo, o GDF continua aberto ao diálogo, se é que realmente estejam interessados em defender os interesses públicos e não os interesses eleitorais/partidários”, destacou o texto. Também por meio de nota, a Presidência da Câmara Legislativa apontou que “não se furtará de discutir e debater de forma transparente a aplicação de recursos do erário para o benefício da população do Distrito Federal. Quem não quer a discussão é que deve expor seus motivos”.

Com informações do Correio Braziliense.