Poderosos do PSDB devem articular Alckmin à presidência tucana

Por Gabriela Mestre

O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pode assumir a presidência do partido tucano, e o consenso da nomeação está previsto para um jantar nessa segunda-feira (27) entre membros influentes da sigla. O senador Tasso Jereissati (CE), o governador de Goiás, Marconi Perillo, e o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, devem compor o encontro.

Alckmin será encarregado de fazer as articulações necessárias para trazer união ao PSDB. Desde a semana passada, Fernando Henrique Cardoso pronuncia o nome do governador paulista como candidato à presidência tucana, o que levou Alckmin a admitir a possibilidade de disputar o cargo pela primeira vez. “Nunca me coloquei como pré-candidato. Se puder ajudar a unir o partido, vamos avaliar”, afirmou o tucano, em entrevista.

Jereissati e Perillo eram os nomes cotados para a presidência do partido, a ser definida no dia 9 de dezembro na convenção nacional do PSDB. Contudo, ambos assumiram que renunciarão a concorrência pelo cargo em prol da posse de Alckmin. A disputa entre o senador e o governador goiano começava a trazer confrontos dentro da sigla.

Geraldo Alckmin deve reconciliar sua nova cadeira no PSDB e a candidatura à presidência do país nas eleições de 2018. Essa composição pode somar apoio do Palácio do Planalto, uma vez que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) havia declarado que, caso Jereissati assumisse a presidência tucana, a campanha da coligação para a presidência nacional não teria apoio do PMDB.

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