Não há um chefe mor, mas um comando horizontal da grande confraria do crime organizado do Rio, diz PF

O superintendente da Polícia Federal no Rio, Jairo Souza da Silva, disse que “não há um chefe mor mas um comando horizontal da grande confraria do crime organizado do Rio”. A declaração foi dada durante coletiva na Polícia Federal, nesta terça-feira, 14, sobre a operação Cadeia Velha, deflagrada para investigar os deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB) e outras dez pessoas por corrupção e outros crimes envolvendo a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Foto: O Estadão

“Esta organização foi mantida por membros do executivo, do legislativo e empresários, principalmente da construção civil e da Fetranspor. O Rio vem sendo saqueado por esse grupo há mais de uma década, resultando na falência moral e financeira do Rio, nos salários atrasados do funcionalismo público, na polícia sucateada e na violência que nos agonia todos os dias. Essa confraria deve responder por todos os danos já causados ao Rio de Janeiro e toda a população”, disse o superintendente,.

Entre as prisões temporárias está Felipe Picciani, o único filho adulto de Picciani que não tem foro privilegiado. Além disso, há seis prisões preventivas, outras três temporárias e buscas e apreensões nos endereços de 14 pessoas físicas e sete pessoas jurídicas. A condução coercitiva dos deputados foi ordenada como alternativa inicial à prisão deles.

Segundo o MPF, Na Operação Cadeia Velha, é apurado o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A petição do MPF, com 232 páginas, resulta de investigações feitas há mais de seis meses, que incluíram quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, acordos de leniência e de colaboração premiada, além de provas obtidas a partir das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final.

Os parlamentares foram são alvos de mandados de condução coercitiva, a pedido do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do MPF na 2a Região e decisão do desembargador federal Abel Gomes, relator dos processos da Força-tarefa Lava Jato no TRF2.

A reportagem está tentando contato com todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.

Com a palavra, Jacob Barata Filho

A defesa de Jacob Barata Filho não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação de hoje da Policia Federal e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito. A defesa pedirá o restabelecimento das medidas que foram ordenadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que já decidiu que a prisão preventiva do empresário é descabida e pode ser substituída por medidas cautelares, que vêm sendo fielmente cumpridas desde então.

Por O Estadão

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