TCDF questiona indenização de R$ 120 mi paga pelo GDF a rodoviários

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionam a lei distrital que autorizou o pagamento, pelo GDF, de verbas rescisórias a motoristas e cobradores das empresas de ônibus do sistema de transporte público até 2013. A Corte entende que o desembolso de cerca de R$ 120 milhões — segundo estimativa do Sindicato dos Rodoviários — causou danos ao patrimônio público. Na época, a medida beneficiou os empresários Valmir Amaral e Wagner Canhedo.

O Grupo Amaral alega que seus funcionários, cerca de 2 mil, receberam aproximadamente R$ 50 milhões. Já o Grupo Canhedo não informou o montante repassado aos profissionais.

O TCDF responsabiliza Carlos Alberto Koch, ex-presidente da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília Ltda (TCB), e Marco Antônio Tofetti Campanella, ex-diretor do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), pela autorização do pagamento dessas verbas rescisórias, ocorrida em 30 de maio de 2014.

O governador à época, Agnelo Queiroz (PT), e o ex-secretário de Transportes do DF José Walter Vazquez Filho foram eximidos de responsabilidade e tiveram as defesas parcialmente aceitas. Já Koch e Campanella não apresentaram justificativas à Corte.

Com informações do Metrópoles;