Problema da Previdência não acaba, mas DF ganha tempo, diz Rollemberg

Horas após conseguir aprovar o projeto de lei que muda regras da Previdência dos servidores públicos locais, Rodrigo Rollemberg (PSB) fez um balanço do que, na visão dele, representa um dos passos mais importantes para reequilibrar as finanças do Distrito Federal. Embora admita que a reforma não resolve os problemas em definitivo, o governador acredita na superação da crise, com a retomada do crescimento econômico local.

Em entrevista ao Metrópoles, na noite de quarta (27/9), Rollemberg comentou temas espinhosos, como a relação com o ex-aliado Joe Valle (PDT). O governador estranhou o fato de o presidente da Câmara Legislativa ter votado contra o substitutivo de reforma da Previdência que o próprio distrital ajudou a costurar.

O socialista também falou sobre o não pagamento da última parcela de um reajuste salarial aprovado em 2013, e foi enfático ao contestar as lamentações do funcionalismo. Para Rollemberg, na comparação com unidades da Federação onde quem trabalha para o Estado não sabe quando terá dinheiro na conta-corrente, o DF está em situação privilegiada. “Assegurar empregos e salários neste momento da vida política nacional é o mais importante.”
Sobre o futuro político, Rollemberg afirma que as medidas tomadas nos últimos anos acarretaram “um ônus político e pessoal”. Ainda assim, não pensa em entregar facilmente as chaves do Palácio do Buriti a adversários. Embora diga que só falará sobre reeleição em 2018, enumera realizações ao ser questionado sobre a disputa nas urnas, num ensaio do discurso com o qual pretende convencer a população a deixá-lo passar mais quatro anos à frente do Executivo distrital.

Com informações do Metrópoles.