Festival de Brasília consagra vencedores da 50ª edição

Com uma história que mescla a visão doce de um operário em cima de seu cotidiano, transformado em literatura, o longa Arábia foi o grande vencedor da noite. O apelo popular do filme mineiro de Affonso Uchoa e João Dumans rendeu quatro prêmios Candango, incluindo o de melhor ator para Aristides de Sousa. Arábia ainda foi premiado pela trilha sonora e pela montagem.

Premiado há três anos com múltiplos troféus Candango, o brasiliense Adirley Queirós levou o importante prêmio de melhor direção pelo filme Era uma vez Brasília. Uma aventura futurística, a fita traz marcante teor político à cena cinematográfica. A produção local faturou também os de melhor fotografia e melhor som.

Outra história singela muito valorizada pelo júri do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi o longa baiano Café com Canela. O filme codirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio obteve o reconhecimento de melhor roteiro, além do esperado destaque na votação do júri popular. O longa, que trata de uma relação de amizade entre duas moradoras do interior, valeu à intérprete Valdinéia Soriano o prêmio de melhor atriz.

Bastante contestado durante a realização de debate, o longa de estreia de Daniela Thomas, Vazante, obteve prêmios de melhor atriz coadjuvante para Jai Baptista e melhor direção de arte para Valdy Lopes JN.

O terror Nó do Diabo, que conta com quatro codiretores, rendeu a Alexandre Sena o prêmio de melhor ator coadjuvante. Outro filme com premiação modesta foi Música para quando as luzes se apagam. Ainda assim, tratou-se do relevante destaque de melhor ator social para Emelyn Fisscher (prêmio especial do júri).

Os vencedores

Prêmios oficiais

Troféu Candango – Longa-metragem
Melhor filme: Arábia, dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans
Melhor direção: Adirley Queirós, por Era uma vez Brasília
Melhor ator: Aristides de Sousa, por Arábia
Melhor atriz: Valdinéia Soriano, por Café com canela
Melhor ator coadjuvante: Alexandre Sena, por Nó do Diabo
Melhor atriz coadjuvante: Jai Baptista, por Vazante
Melhor roteiro: Ary Rosa, por Café com canela
Melhor fotografia: Joana Pimenta, por Era uma vez Brasília
Melhor direção de arte: Valdy Lopes JN, por Vazante
Melhor trilha sonora: Francisco Cesar e Cristopher Mack, por Arábia
Melhor som: Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna, por Era uma vez Brasília
Melhor montagem: Luiz Pretti e Rodrigo Lima, por Arábia
Prêmio especial do júri: melhor ator social, para Emelyn Fischer, por Música para quando as Luzes se apagam
Júri popular – longa-metragem: Café com canela, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio
Prêmio Petrobras de Cinema para o melhor longa-metragem pelo júri popular: Café com canela, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio

Troféu Candango – Curta-metragem

Melhor filme: Tentei, dirigido por Laís Melo
Melhor direção: Irmãos Carvalho, por Chico
Melhor ator: Marcus Curvelo, por Mamata
Melhor atriz: Patricia Saravy, por Tentei
Melhor roteiro: Ananda Radhika, por Peripatético
Melhor fotografia: Renata Corrêa, por Tentei
Melhor direção de arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho, por Torre
Melhor Trilha Sonora: Marlon Trindade, por Nada
Melhor som: Gustavo Andrade, por Chico
Melhor montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo, por Mamata
Prêmio especial: Peripatético, dirigido por Jéssica Queiroz
Júri popular – Curta-metragem: Carneiro de ouro, dirigido por Dácia Ibiapina.

Com informações do Correio Braziliense.