Superlotação e déficit de servidores tensionam presídios do Entorno

A rebelião que terminou com a morte de dois presos e um agente penitenciário na madrugada de segunda-feira (11/9), em Luziânia (GO), representa a consolidação de dois problemas que atingem todo o sistema prisional do Entorno do Distrito Federal: a falta de estrutura e a superlotação. Fontes ouvidas pelo Metrópoles apontam que o baixo número de agentes de atividades penitenciárias no estado unido a presídios precários e à alta concentração de detentos formam uma panela de pressão prestes a explodir.

“É um desafio sair para trabalhar e voltar para casa. A gente vai sem saber se conseguirá retornar. Faltam servidores, estrutura de trabalho. Isso tudo leva a tragédias como a que aconteceu na segunda, quando perdemos um irmão de farda”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás (Sindsep-GO), Maxuell Miranda, que esteve na Casa de Prisão Provisória de Luziânia após a rebelião de segunda (11).

A unidade pode ser utilizada como exemplo da situação que se instalou no sistema prisional do Entorno. Uma avaliação feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em julho classificou como péssimas as condições do estabelecimento penal. Não existem, por exemplo, biblioteca, enfermaria nem oficinas de trabalho.

Ainda de acordo com os dados fornecidos pelo CNJ, 23 agentes penitenciários trabalham no local. Na madrugada passada, no entanto, segundo Maxuell das Neves, apenas dois servidores estavam escalados para conter mais de 320 detentos, número quase três vezes maior que a capacidade original do presídio: 116 internos.

Com informações do Metrópoles.

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