COI admite que Brasil pode ter comprado votos para sediar Olimpíada

Às vésperas de seu congresso anual em Lima, no Peru, o COI abriu pela primeira vez uma brecha para reconhecer que votos podem ter sido comprados para sediar Jogos Olímpicos no passado. Pressionado pelas investigações sobre o Rio de Janeiro, a entidade declarou nesta segunda-feira (11/9) que já agiu sobre as suspeitas e que vai pedir informações para a Justiça brasileira

“O Comitê Executivo do COI reafirma hoje que é claro que violações ocorridas no passado também serão tratadas”, disse a entidade, por meio de um comunicado emitido em Lima. Com relação às investigações sobre o ex-presidente da IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo, na sigla em inglês), Lamine Diack, e seu filho, procuradores franceses declararam que existem indícios de que pagamentos foram feitos em troca de votos “sobre a designação de cidades-sedes para os maiores eventos esportivos do mundo”.

Lamine Diack está no centro do escândalo desde que procuradores franceses e brasileiros identificaram pagamentos em seu nome a partir de operadores da campanha do Rio de Janeiro. Entre os suspeitos está Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016 e do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e considerado pelo presidente do COI como seu “grande amigo”, o alemão Thomas Bach.

Com informações do Metrópoles.

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