Fux enviará processos de acusados sem foro da delação de Silval à 7ª Vara de Cuiabá

Por Lucas Lyra

Do Grupo Rede de Mídias Brasil

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, relator da “Lava-Jato pantaneira”, processo relativo a delação premiada do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), deve repassar os processos relativos a ex-deputados e ex-secretários acusados pelo ex-governador de recebimento de propina entre 2010 e 2014 à 7ª Vara Criminal de Cuiabá. A informação foi confirmada por fontes do STF e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Segundo fontes de dentro do STF ouvidas pela reportagem, Fux demonstra extrema confiança ao repassar os casos aos juízes mato-grossenses. “Luiz tem plena convicção que tanto a juíza Selma Arruda quanto o juiz Marcos Faleiros terão uma atuação irrepreensível nos casos que os couberem”, disse a fonte. “São juízes durões, de extrema idoneidade e enorme saber jurídico”, complementou.

Ainda segundo o membro do STF ouvido pela reportagem, Fux reconhece que a delação de Silval só se deu devido a forte atuação de Selma em Mato Grosso com o apoio do governador Pedro Taques. O magistrado credita grande valor nos estágios iniciais do processo devido a proporção que a delação tomou, já chamada por ele de “monstruosa”.

“Novato”

O juiz Faleiros foi recentemente remanejado da Vara de crimes militares para a 7ª Vara, segundo fontes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ouvidas pela reportagem, devido ao volume de processos acumulados na Vara. Relatos dão conta de que o recém-chegado deve receber grande parte dos processos enviados por Fux, já que Selma já esta a frente “uma grande carga de trabalho”. “Faleiros também tem fama de durão e atuação parecida com a da Selma. O que não significa que um deve subordinação hierárquica ao outro. Apesar das similaridades, cada um tem suas livres convicções jurídicas” disse a fonte.

Faleiros foi responsável pelos primeiros decretos prisionais dos policiais militares envolvidos nos escândalos dos grampos ilegais que levaram ao afastamento do então chefe da Casa-civil do estado, Paulo Taques. O desembargador Orlando Perri está agora responsável pela condução do processo no TJMT.

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