A hipocrisia e a corrupção

Em julho de 2016, o então pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, Carlos Roberto Osório, deu uma entrevista ao site O Cafezinho, na qual relata todo o seu “esforço” para fazer com que o Rio vencesse a disputa para ser sede da Olimpíada. “Dediquei nove anos da minha vida ao projeto de trazer os Jogos Olímpicos para o Rio.” Osório relata que houve “muito trabalho, com um projeto bem feito, uma estratégia bem elaborada, dando ao Rio a vitória, não uma simples vitória: a maior vitoria eleitoral em 120 anos do movimento olímpico internacional.”

Relembrar esta entrevista hoje, quando o Ministério Público Federal revela um esquema milionário para a compra de voto na eleição do Rio para sede da Olimpíada de 2016, é no mínimo estar de frente para a hipocrisia em seu estado mais puro.

Leia o relato de Osório, quando ele explica sua ida para o PSDB:

“Primeiro, é o seguinte: eu não sou um político profissional, entrei na vida pública recentemente, nunca tinha tido nenhuma filiação partidária na minha vida. Construí minha vida na área privada e, antes de entrar na prefeitura, eu dediquei nove anos da minha vida ao projeto de trazer os Jogos Olímpicos para o Rio. Eu fui o secretário geral, o executivo chefe do comitê de candidatura do Rio à sede dos Jogos Olímpicos, um desafio gigantesco, que pouca gente acreditava ser possível. O que acabou com muito trabalho, com um projeto bem feito, uma estratégia bem elaborada, dando ao Rio a vitória, não uma simples vitória: foi a maior vitoria eleitoral em 120 anos do movimento olímpico internacional. Ganhamos de Madri na final por 66 votos a 32. e aí quando nós ganhamos, eu já estava nomeado, junto ao Carlos Arthur Nuzman, para sermos os líderes do futuro comitê organizador. Ele como presidente e eu como secretário geral. Naquele momento, minha vida mudou. O prefeito Eduardo Paes me convida pra entrar na prefeitura. Algo que não passava na minha cabeça naquele momento, mas eu achei um desafio. Fui secretário por quatro anos e meio da gestão do prefeito Eduardo Paes (na primeira gestão dele). E aí, nessa minha passagem, eu não tinha filiação partidária, eu era um cidadão servindo à cidade num posto do primeiro escalão da administração municipal. Mas nesse processo, eu descobri uma vocação, que é o prazer de servir e atuar na área pública.”

Com informações do Jornal do Brasil.

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