Enquanto pacientes sofrem, secretaria gasta R$ 10 milhões em móveis

Falta de tudo na saúde pública do Distrito Federal. A cada dia, um medicamento diferente acaba nas prateleiras das farmácias de alto custo. Profissionais ressentem a carência de materiais básicos, como luvas e reagentes para exames, além de poucos leitos para tratamento intensivo e equipamentos quebrados sem manutenção. E, um dia após a Controladoria-Geral da União (CGU) revelar que a capital perdeu 6.135 remédios por má gestão, a Secretaria de Saúde local definiu nova prioridade: móveis. O órgão reservou R$ 10,6 milhões para ir às compras nesta quinta-feira (31/8).

O pregão eletrônico destinado à aquisição de armários, cadeiras, estações de trabalho e mesas está previsto para as 10h de hoje, na internet. As empresas interessadas poderão fazer as propostas virtualmente para o Processo nº 060-001.57/2017. Na justificativa da concorrência pública, a secretaria explica que as aquisições são para “reorganizar a atenção primária da saúde” no DF a partir da “expansão e qualificação da estratégia Saúde da Família”.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, todas as compras são para atender melhor a população nas unidades de atenção primária. Dessa forma, o pregão, segundo a pasta, não englobará grandes centros, como o Hospital de Base. O problema é que tanto as instituições onde são feitos procedimentos de alta complexidade quanto as destinadas ao atendimento básico são niveladas pela precariedade dos serviços oferecidos à população. A falta de meios adequados é agravada pela gestão deficitária dos recursos disponíveis.

Com informações do Metrópoles. 

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