Pioneiro prepara livro de memórias com momentos marcantes de Brasília

O engenheiro Atahualpa Schimtz tem 92 anos, mas se alguém pergunta a idade, ele responde 93: “É que eu assumo o compromisso de permanecer vivo mais um ano”, explica Atahualpa. Ele chegou a Brasília, pela primeira vez, em 1956, quando a região era um imenso e desconhecido descampado. Do alto do avião, a faixa onde está instalado o Lago Paranoá contrastava com o restante da vegetação rala e árida. Compunha uma paisagem densa de árvores.

Atahualpa veio com a missão de construir a pista do Aeroporto Internacional de Brasília. Mas, depois de concluída a obra, não conseguiu, imediatamente, retornar ao Rio. Foi convidado a trabalhar na Novacap, a companhia urbanizadora de Brasília, e realizou os estudos para toda a pavimentação da cidade: “Fizemos as tesourinhas no olhômetro, depois que havia a indicação de topografia”, conta Atahualpa. “Senão, não daria tempo de concluir a obra”. Ele tem espírito de aventura e, na nova capital, construída a toque de caixa, não faltaram situações dramáticas, épicas e engraçadas.

Ele fez um diário de todas as obras. Além disso, tem muito senso de humor e é um grande contador de histórias. Por isso, resolveu reunir tudo em livro intitulado Entrelinhas da construção de Brasília. Era para ser um volume, mas são tantas histórias que o projeto se multiplicou em cinco e está à espera de um editor: “Isso aqui é história do Brasil”, argumenta Atahualpa. “Se eu tivesse chegado a Brasília e fotografasse uma tribo de índias nuas, já teria encontrado um editor”, brinca Atahualpa. E, nesta entrevista, ele conta algumas das 1001 histórias que ele guarda sobre a capital do país.

Com informações do Correio Braziliense.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *