Temer vai precisar negociar com parlamentares para aprovar pacote econômico

Mesmo sem a certeza de que conseguirá aprovar a reforma da Previdência, o governo empurrou para o Congresso uma agenda econômica pesada. Às voltas com a crise interna no PSDB, que deu algum sinal de alívio ontem, e com a pressão do chamado Centrão em busca de mais cargos na máquina pública, o Planalto amplia o prazo para o Refis, anuncia um pacote de privatizações, adia reajustes salariais de servidores e altera a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O governo tem que se preocupar sim e negociar muito bem, porque a maior parte das propostas apresentadas depende do Congresso e enfrenta resistência dos parlamentares”, resumiu o líder do PR na Câmara, José Rocha (BA). Ele é um dos que não têm medo de errar ao afirmar que as mudanças na Previdência não passam no Congresso. As outras medidas, com muita conversa, avalia ele, pode ser que sejam aprovadas.

O Planalto já percebeu o termômetro e mudou a estratégia. Ontem, o presidente Michel Temer recebeu parlamentares durante todo o dia. Embora sem um ritmo constante, o Diário Oficial da União (DOU) segue punindo os infiéis. Para contornar as resistências do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), à privatização de Furnas, o presidente vai levá-lo na comitiva oficial para a China, no fim do mês.

Com informações do Correio Braziliense.

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