O golpe de R$ 1 bilhão

Quadrilhas organizadas por servidores do próprio Ministério do Trabalho montaram um esquema para surrupiar o dinheiro destinado a proteger os trabalhadores desempregados. Foi o que concluiu um pente-fino realizado desde janeiro por uma força-tarefa criada pela pasta. Nos últimos dias, depois de oito meses de trabalho, um relatório foi entregue ao ministro Ronaldo Nogueira. Segundo o documento, mais de 35 mil benefícios haviam sido concedidos de maneira ilegal. Os pagamentos irregulares chegaram a R$ 174,5 milhões. Segundo o ministro, já foi determinado o bloqueio dos proventos, o que gerou uma economia de R$ 541,3 milhões. O golpe, se não identificado, causaria um prejuízo aos cofres públicos de R$ 1 bilhão até o fim deste ano.

Funcionários do alto escalão do Ministério, do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e trabalhadores terceirizados do órgão são suspeitos de participação nas fraudes e estão na mira da Polícia Federal nos casos que envolvem o maior volume de recursos desviados.

Todos os ocupantes desses cargos chegaram lá por indicação política e, se não estiveram envolvidos nas irregularidades, no mínimo, fizeram vista grossa e deixaram a sangria correr à solta. O dramático, segundo investigadores, é que a omissão ou participação abrange autoridades federais, governadores e prefeitos de todos os partidos.

Com informações do IstoÉ.

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