BC lança política de responsabilidade socioambiental

A meta é aumentar o consumo consciente, economizar os recursos naturais e aumentar diálogo com a sociedade

Por Hulda Rode

Da Reportagem

 

O desenvolvimento de ações de responsabilidade socioambiental é um compromisso assumido pelas instituições públicas. Com o objetivo de contribuir para o consumo consciente e economizar os recursos naturais que visem minimizar os impactos no meio ambiente, na manhã desta terça-feira (22), o Banco Central (BC) lançou a Política de Responsabilidade Socioambiental.

Estruturada em seis eixos temáticos, a política tem como foco, contribuir para o desenvolvimento sustentável em suas três dimensões: social, ambiental e econômica; estimular as instituições integrantes do sistema financeiro nacional a participar do processo de desenvolvimento equilibrado do país; e promover o acesso a informações, serviços e produtos financeiros adequados às necessidades dos cidadãos e das empresas brasileiras.

Ilan Goldfajn, presidente do BC. Foto Ricardo Padue

Em seu discurso, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, destacou que essa iniciativa da autarquia segue a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e que no âmbito do G20 tem participado de debates no grupo de estudos sobre finanças verdes, e pretendem abrir chamadas públicas para a aplicação da análise de risco ambiental no setor financeiro e o uso de dados ambientais disponíveis publicamente para análise financeira.

“O BC vem, nos últimos anos, interagindo com os participantes do setor financeiro nacional no intuito de fomentar discussões estratégicas, compartilhando experiências, promovendo o aprimoramento e a capacitação, provendo diretrizes e realizando ajustes regulatórios pertinentes”.

Uma das novidades da política de sustentabilidade do Banco Central é a criação de um Comitê de Responsabilidade Social, que funcionará como um órgão consultivo e vai acompanhar a execução das ações dentro da instituição. “A previsão será a criação de uma rede de colaboradores voluntários para que possamos cultivar ideias de sustentabilidade dentro e fora da instituição”, disse Luiz Edson Feltrim, diretor de Administração do BC.

 

Cidadania financeira

Isaac Sidney, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC. Foto Ricardo Padue

Outra contribuição desta política do BC é na cidadania financeira. Para o diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do BC, Isaac Sidney, a instituição adota ações que possam alcançar a sociedade e fazer com que as políticas públicas venham se sustentar ao longo do tempo.

O Banco Central tem tido uma preocupação para que o consumidor o cidadão que adquire produtos e serviços bancários, para ele possa ter mais consciência do que ele está fazendo.

“O exemplo disso é o ranking de reclamações, isso permite que o cidadão possa reclamar contra os bancos, possa trazer para o Banco Central exatamente aquilo que lhe tem desagradado nesse relacionamento, e isso permite ao banco tomar medidas de regulação e de fiscalização para estimular e reduzir boas práticas dos bancos com os clientes. Isso é uma medida concreta, o Banco Central recebe por ano cerca de meio milhão de demandas de consumidores de serviços bancários, e isso é importante para que realmente a gente possa enfrentar distorções no âmbito do Sistema Financeiro Nacional”, explicou Isaac.

 

Norma nova, velhas práticas

Desde o ano de 2008, o BC tem normas que incorporam aspectos de gestão socioambientais, entre as quais a resolução (N°4.327/14) que dispõe sobre as diretrizes e na implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco. Pelo texto, as instituições financeiras deveriam até 31 de julho de 2015 implementar políticas de sustentabilidade.

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