A importância de Anderson Silva para a invasão do UFC à China

Depois de 40 dias de expectativa, o Ultimate Fight Championship (UFC) anunciou a luta principal do evento de 25 de novembro, em Xangai: Anderson Silva x Kelvin Gastelum. Nenhum cinturão estará em jogo no Friday Night. Ainda assim, não haverá uma noite mais importante para a companhia até o fim de 2017.

A franquia arma, em Xangai, uma festa à prova de erros. É a primeira vez que o UFC desembarca na China continental. Escolheu a maior cidade do mundo, com mais de 24 milhões de habitantes; alugou o melhor ginásio da região, a Mercedes-Benz Arena, com capacidade para 18 mil pessoas; e estabeleceu preços acessíveis para o card. O morador de Xangai pagará de R$ 8 a R$ 315, dependendo do lugar na arquibancada e do conforto desejado. Para comparação, no UFC 212, no Rio de Janeiro, os ingressos iam de R$ 140 a R$ 3,8 mil.

Para blindar o evento, é essencial a presença de um campeão capaz de agir como embaixador. Anderson Silva, 42 anos, tem carisma, garante espetáculo, oferece disponibilidade a fãs e imprensa. Além disso, ainda detém o recorde de vitórias seguidas no UFC (17) e, para muitos, é o maior lutador da história das artes marciais mistas. É o personagem ideal.

China: lar, doce lar

Até hoje, o UFC passou por 132 cidades de 22 países. Os planos de invasão à China continental são antigos, e o UFC vinha passando perto. Em Macau, região administrativa especial, a organização promoveu três eventos com sucesso financeiro e de público. As lutas serviram como teste para a entrada no maior mercado asiático.

A chegada ao país é aguardada desde que o conglomerado chinês WME-IMG comprou o UFC, no ano passado, por US$ 4 bilhões, o transformando na franquia esportiva mais cara da história.

Antes do compra pelos chineses, todas as tentativas do UFC para entrar no país haviam naufragado. Até recentemente, era necessário obter uma permissão governamental para organizar eventos esportivos. Como mais de 90% do faturamento dos eventos era remetido para os Estados Unidos, o Partido Comunista recusava os avanços.

A regra caiu no fim de 2014, mas, ainda assim, o UFC enfrentava dificuldades para conseguir emplacar um octógono na China. Nesse período, estabeleceram-se no país o One Championship, de Cingapura, e o Kunlun Fight, de empresários locais. Ambos organizam combates regularmente. A maior marca de MMA do mundo, portanto, chega à economia que mais cresce no mundo precisando tirar o atraso.

Com informações do Correio Braziliense.

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