Valor do fundo bilionário para campanhas deve ser decidido só em dezembro

Um dia após o governo aumentar em R$ 20 bilhões o rombo da meta fiscal e anunciar cortes em vários setores, inclusive, no reajuste do salário mínimo para o ano que vem, deputados passaram a quarta-feira montando estratégias para justificar a criação de um fundo público de financiamento de campanha eleitoral. Previsto inicialmente para chegar a R$ 3,6 bilhões, ao longo do dia, o valor caiu para R$ 2 bilhões e, no fim, os parlamentares jogaram a polêmica da definição da cifra e da origem dos recursos para depois. A missão caberá à Comissão Mista de Orçamento, em dezembro.

Por meio de um acordo entre os líderes partidários, o plenário fatiou a proposta e debateu apenas o texto-base da reforma política — sem os destaques —, que prevê o mandato dos membros dos tribunais superiores, mudanças nas datas de posse e o ainda controverso financiamento de campanha. “Para tirar da sociedade é fácil. Cortam salários e fazem mudanças. Na hora de criar um fundo bilionário que beneficia o Legislativo, ocorre na mesma rapidez. A diferença é que, esta Casa, que devia prestigiar o povo, só toma decisões contra ele”, disse o deputado Glauber Braga (RJ), líder do PSol.

Destaques importantes, como o “distritão” e o próprio financiamento das campanhas, foram jogados para a semana que vem, conforme antecipou o Correio. Embora tenha ido a plenário, a PEC 77/2003 não foi votada porque um requerimento de encerramento de discussão foi aprovado com 361 votos. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão, alegando ainda a falta de quórum. “Não dá para votar com 430 pessoas aqui dentro”, disse Maia. Os trabalhos recomeçam na próxima terça-feira.

Com informações do Correio Braziliense. 

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