Vikings comercializavam bacalhau há pelo menos 1000 anos

Foram eles que inauguraram as primeiras rotas marítimas de transporte de peixe – centenas de anos antes disso virar moda na Europa medieval

Para que Ragnar Lodbrok e seus comparsas se mantivessem focados em fazer a limpa em mosteiros pela Europa, eles precisavam estar devidamente alimentados. Uma vez que as expedições vikings podiam percorrer até milhares de quilômetros – e as pilhagens nem sempre supriam o apetite dos guerreiros -, era natural que seus barcos também levassem a iguaria mais popular da região: bacalhau pescado nas águas geladas do Mar da Noruega.

A comida só durava tempo suficiente porque os nórdicos conheciam uma técnica avançada de conservação. Há pelo 1000 mil anos, era comum a desidratação das carnes pelo processo de criodessecação natural – método que usa temperaturas bem baixas para tirar toda a água do alimento, fazendo com que ele fique fresco por mais tempo.

Mal sabiam os barbudos que, ao repetir esse seu hábito de viajar abastecidos, fariam nascer o comércio de peixe no norte da Europa. É o que descobriu um estudo de pesquisadores das Universidades de Cambridge e Oslo. Para formular a hipótese, eles analisaram 15 fósseis de bacalhau, datados de 800 a 1066 anos a.C., que estavam espalhados pelas terras do norte. Boa parte dos fragmentos veio do vilarejo de Haithabu, na Alemanha, importante centro portuário do Mar Báltico.

“Haithabu, o lugar onde o norte encontrava o sul, pagãos encontravam cristãos, e aqueles que já tinham moeda própria encontravam quem ainda usava a prata para fazer trocas”, explica James Barret, um dos autores do estudo.

Com informações da Revista Super.

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