Cultura popular e do interior é tema de sarau semanal em Planaltina

Sarau Cultural em Planaltina reúne, todas as quartas-feiras, moradores da região e de outras cidades do DF para passeio cultural pela literatura e pela música

As memórias dos forrós de sábado à noite transparecem no olhar atento da dona de casa Odália Pereira, 80 anos. Com um sorriso no rosto, ela cantarola as músicas tocadas na viola. A volta no tempo se tornou rotina nas quartas-feiras. Toda semana, ela assiste ao Sarau Cultural no Interior, em Planaltina. A cada edição, um tema relacionado a cultura popular e do interior é abordado, por meio da música e da poesia. “Não temos muitos eventos culturais em Planaltina, então eu tento aproveitar essas oportunidades. Eu não perco uma apresentação, venho sempre”, conta dona Odália, empolgada.

Realizado semanalmente às quartas-feiras, o Sarau Cultural é uma iniciativa do Instituto de Ação Comunitária (IAC) e coordenado por Salviano Guimarães, 74 anos, fundador do espaço. Figura conhecida no Distrito Federal, o arquiteto, ex-deputado distrital e ex-professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que a paixão por Planaltina é antiga: ele foi administrador da região entre 1979 e 1985, e garante que não consegue ficar uma semana sem visitar a cidade. “Eu amo Planaltina e queria fazer algo para a população daqui. A educação no Brasil deixa a desejar culturalmente, então decidimos fazer um projeto para incluir formação cultural para a população”, afirma.

Com apresentações desde fevereiro deste ano, o Sarau é patrocinado por uma empresa de telefonia e pela Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Distrito Federal (veja O que diz a lei). O curador literário do Sarau, Luis Ricardo Magalhães, 59 anos, ressalta que o projeto pretende criar um diálogo entre o erudito e o popular, além de gerar debates sobre cultura. “Focamos na música e na literatura regionais, pois elas existem muito antes de Brasília”, explica. Além disso, o Sarau será usado como elemento pedagógico e curricular, já que está sendo gravado na forma de 40 programas e dois documentários, para ser divulgado nas escolas e criar debates culturais no ambiente acadêmico.

Com informações do Correio Braziliense. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *