Brasil comemora medalhas em Mundial, mas formação da base preocupa

Especialistas buscam disseminar um plano para padronizar o treinamento da natação nas regiões do Brasil

O Mundial de Esportes Aquáticos da Hungria marca o início de um novo ciclo olímpico. Depois de o Brasil subir apenas uma vez ao pódio nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, graças ao bronze de Poliana Okimoto na maratona em águas abertas, os resultados conquistados até o momento no Leste Europeu dão um sentimento de alívio. O país contabiliza três medalhas: ouro na maratona aquática com Ana Marcela Cunha, e duas pratas, uma no revezamento 4 x 100m livre masculino e outra nos 50m borboleta, nesta segunda-feira (24/7), com Nicholas Santos, de 37 anos. A preocupação dos especialistas, no entanto, não é com Tóquio-2020. O foco é nos Jogos de 2024 e de 2028, em Paris e Los Angeles.

“A natação de base do Brasil está um pouco defasada. A metodologia usada desde as escolinhas não contempla as novas técnicas mundiais”, alerta Cezar Bolsan, gerente técnico de natação, que trabalhou no Comitê Organizador da Rio-2016. Para o treinador, a natação do país parou no tempo, inclusive, no ensino da modalidade. “O que compromete muito o futuro da natação olímpica e dos nossos resultados internacionais”, reforça Bolsan.

O especialista em natação explica que, décadas atrás, havia uma corrente muito ampla segundo a qual nadar é brincar, se locomover na água. Consequentemente, as crianças brasileiras passam a compor equipes de natação sem fundamentos e treinam intensamente. Porém, na adolescência e na idade adulta, param de praticar o esporte. “A desistência ocorre pelo fato de os jovens atletas não terem mais sustentação para continuar dando resultados. Isso é devido ao excesso de treinamentos ou falta de capacidade técnica para avançar a um nível internacional”, aponta.

Com informações do Correio Braziliense.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *