Em dia de ajuste, dólar acompanha o exterior e fecha em leve alta

Os especialistas de mercado apontaram o avanço do petróleo como principal fator

O dólar teve mais um dia de ajustes e fechou em leve alta nesta segunda-feira (24/7), após quedas acentuadas nas últimas semanas, impulsionado pelo fortalecimento da moeda americana no exterior, enquanto o mercado aguarda por divulgações importantes na semana. A valorização, no entanto, foi limitada devido ao aumento de mais de 1% do petróleo e pressão de formação da Ptax na última semana do mês.

O viés de alta do dólar em relação às moedas emergentes prevaleceu, assim como ante divisas fortes. O diretor de câmbio da Abrão Filho, Fernando Oliveira, explicou que, na última semana, o dólar se enfraqueceu muito ao redor do mundo, principalmente devido à perda de governabilidade do presidente dos EUA, Donald Trump, ao não conseguir passar seus projetos no Congresso. Dessa maneira, o tom no início desta semana foi de recuperação.
De acordo com um gerente de mesa de derivativos, o avanço do dólar ante o real aconteceu também em um movimento de realização diante das últimas quedas. Desde o início do mês de julho, o dólar recuou 4,78% e, segundo o gerente, o mercado começa a ajustar os valores “se preparando para o fim do recesso parlamentar”, com uma leve cautela para o que o mês de agosto reserva.
A alta do câmbio, porém, foi limitada. Os especialistas de mercado apontaram o avanço do petróleo como principal fator. A falta de notícias no ambiente interno diante do recesso no Congresso contribuiu para poucas oscilações. Além disso, “vimos também que começou a pressão para a formação da Ptax no fim do mês”, pontuou Oliveira.
A semana conta com eventos importantes. Quarta-feira haverá a decisão de juros nos EUA e no Brasil e, na sexta-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) americano. Desses três, a atenção maior está voltada ao Copom, apontam os especialistas, já que o Federal Reserve não deverá mexer nas taxas. Embora na curva de juros as apostas se concentrem num corte maior na Selic, existe uma minoria que não descarta uma redução de 0,75 ponto porcentual.
No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,15%, aos R$ 3,1470. O giro financeiro somou US$ 2,13 bilhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1343 (-0,25%) e, na máxima, aos R$ 3,1527 (+0,32%).
No mercado futuro, às 17h51, o dólar para agosto subia 0,06%, aos R$ 3,1505. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 10,09 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1385 (-0,30%) a R$ 3,1565 ( 0,27%).
Fonte: Agência Estado 

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